O sangue jorra ...a revolta instala-se, as forças fiéis ao estado promovem a segurança do ditador...
Os manifestantes revoltados...armados ou não, representam a massa insatisfeita pelas suas reivindicações não atendidas...
A população se esconde, mulheres e crianças primeiro...silencioso toque de recolher aos cidadãos amedrontados e vítimas mais uma vez do descaso dos governantes...reféns nas mãos da violência.
Não..., não estamos falando dos sírios, palestinos, afegães, egípcios...ou de nenhuma manifestação violenta nos países do sudoeste asiático.. e nem africano e nem tampouco sequer dos árabes, que comumente inunda nossos noticiários.
A guerra explode dentro das nossas entranhas, nas vísceras do nosso país, nosso já combalido mas irremediavelmente querido Brasil.
É uma guerra como todas as outras, sem sentido e movidas pela ganância, onde a finalidade é saciar a sede de dinheiro...por uma parte, ou a sede de poder por parte das autoridades, ou como queira, a sede de sangue dos agentes apaziguadores.
A sociedade dividida, não sabe que direção tomar.
As decisões das autoridades numa situação assim, é como sempre patética e equivocada. Estimulando a contrariedade para não ser engolido pela boca do leão adormecido e ameaçador (o povo). Temem ceder, e assim estimular ainda mais a desobediência dos seus mucamos.
A quem recorrer....? Se as forças que deveriam policiar nossa frágil segurança, se digladiam até a morte se necessário for. As patentes são ofuscadas pelo brilho dos fogos e manchadas pelo sangue amigo.
Como numa doença corrosiva, essa guerra urbana não é nada mais que uma das primeiras respostas de um corpo doente. Uma febre aqui, outra ali...e aos poucos a defesa do sistema ruindo, perdendo posições importantes das trincheiras de um organismo social.
Aos poucos, essa moléstia se apodera e deflagra um último e cruel ataque.
Será que as rédeas dos cordeiros brasileiros ainda permanecem em mãos firmes e impiedosas ?
Acho que os lobos, vorazes e despidos de qualquer misericórdia, se unem àqueles outros chacais...e apoiados pela força do capital, destroem os redutos dos valores patriarcais.
Dentre suas riquezas, a droga, o ílicito dinheiro, o contrabando, a exploração ilegal de humanos e de toda sorte de coisas que possam se transformar em riqueza, fazem surgir a nova força, um novo país, emergindo do mal e cambaleante, sendo dilacerado e partido em fatias tantas quantas forem necessárias, quantas fatias forem solicitadas pelos rebeldes, agora com uma causa bem clara...o poder !
Como num filme de ação, assistimos a tudo, mas nem sempre torcemos pelo mesmo lado. Muitas vezes queremos ver o mocinho vencer, mas...muitos de nós torcem pelo bandido, pois desperta mais compaixão por entrarem na luta por uma suposta causa nobre.
Às vezes, a revolta íntima nos faz torcer por aqueles que se assemelham a nós na escala social...e no entanto, por muitas vezes queremos que o chicote estale na punição severa de nossos irmãos traidores.
Que vença o melhor! Que vença a democracia...que nesse caso específico nunca existiu.
Que vença a sensatez...de ambos os lados. Na esperança de que a sociedade não se sinta refém das autoridades cruéis e irredutíveis e nem na mão de algozes, que outrora foram nomeados para nos proteger. Além disso...temos que cuidar do nosso ninho e protegê-lo dos abutres e espécies do gênero, que nessa hora saem confiantes na ausência e prostração dos seus predadores naturais.
Antonio Mello em 06-02-2012.
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