sábado, 28 de janeiro de 2012

Tão famintos quantos os hondurenhos...

Se não me engano, foi aprovada uma lei que torna ilegal o fato de radares de velocidade serem escondidos atrás dos postes, em ruas de pouca iluminação, com placas de advertência  inexistentes.
É...fui pego por um desses essa noite e primeiro terei de pagar a multa para depois contestar.
O que dizer da fúria dos governantes por mais arrecadação?...Ilegalmente legais, eles podem tudo...
Podem nos cobrar o quanto querem e estarão dando risada da nossa impotência.
Podem mentir sobre índices de inflação e discretamente (ou descaradamente) manipular a imprensa e divulgar apenas o aceitável pela população do nosso querido Brasil.
Vergonhoso, assombrosa a quantidade de larápios de colarinho branco que nos bastidores estão moldando o caminho prá nossa ruína. E, se não ruírmos, talvez sucumbamos diante das pestes, das epidemias e pandemias que espelham também a irresponsabilidade de um governo inoperante. A gripe suína, a dengue, a febre amarela, a paralisia infantil  e etc.
Quando era menino ouvia meu pai reclamar do pequeno aumento de salário e naqueles tempos de ditadura eram poucas suas queixas. Não assistíamos a descaração, a exposição do sexo nas telas de tv, prá crianças e adolescentes assistirem.
Hoje, a mega sena acumulada esconde sob suas atraentes quantias, a ineficiência de um governo mediocre. Nada como um jogo de futebol na globo mesmo sendo de um time inexpressivo para disfarçar, desorientar e fazer esquecer toda a safadeza por baixo dos macios panos governamentais.
Tsc, tsc...Se ao menos a população de honduras habitasse o nosso brasil, não ficaríamos inertes vendo a carga tributária imposta a nós, vendo as estradas esburacadas e os radares escondidos nos lembrando que o IPVA está aí, que o licenciamento do nosso carro tem que estar em dia, mesmo que seja prá desmantelar sua suspensão no próximo buraco, ou naquela lombada gigantesca, sob pena de termos o carrinho velho guinchado para o pátio do lobo mau
Que idiota que somos, ouvindo nossa presidente dissimulada, aumentando preço de combustível, da energia prá pagar aos paraguais sua parte no acordo.
Mas...ainda virão muitos dias, e neles poderemos comentar sobre tantas atrocidades governamentais e também sobre a voracidade das pessoas e desse nosso grande mundinho.

Antonio Mello em 29-01-2012.


De volta aos cafezais e canaviais...

Queridos companheiros de trabalho, escravos brasileiros...informo que serão retirados mais alguns milhões da previdência social (dos aposentados na verdade, pois afinal, não temos garantia dos seus votos,já que depois dos 70 não são obrigados mais a votar), para serem doados gentilmente sem nenhum interesse escuso, através do programa bolsa família, aos pobres miseráveis deste país. Famílias simples, que não sabem ler e escrever ainda, o governo do nosso país aumenta a sua cota para os pobrezinhos, em troca de um votinho de cada membro com idade eleitoral. talvez seja acrescido aos benefícios do bolsa família, um curso de pescaria, de modo a tornar essas famílias mais aptas à sustentabilidade própria.
Nós, políticos e governantes, também informamos que, os recursos para a área da saúde, do transporte, da segurança pública, da educação, do desenvolvimento e da cultura (sem citar todos), terão uma pequena parcela surrupiada para fins eleitoreiros do nosso governo querido, além de satisfazer às nossas gastanças pessoais, nossa vida de luxo e nossas aposentadorias exorbitantes e também de nossos parentes queridos que nos homenagearam com seus votos.
Informamos que as empresas que devem darf's atrasados à receita federal, serão inclusas na dívida ativa desta desunião, e terão seus valores devidos simplesmente quadruplicados sob alegação de juros e correção monetária, além da multa para aprenderem com quem estão se metendo.
Nossa apetite ainda nos dá o direito de forjar e adulterar os índices de inflação, de desemprego, de desenvolvimento, de PIB, índices de mortalidade infantil, de casos confirmados de dengue, gripe suína, malária, analfabetismo, criminalidade, mortalidade e mais alguns outros, de modo a manipular a grande massa de idiotas de nacionalidade brasileira que contribuem sagradamente com impostos, sendo que, agindo assim, preservamos nossas possibilidades de reeleição e permanência no poder desta nação.
Aos nossos mucamos brasileiros, reservamos o direito de permanecerem como estão. Uma massa popular calada, submissa, desinformada, mal educada, doente e mal remunerada, e que compareçam sem falta aos bancos para quitarem seus impostos em dia, de modo que evitarão dessas forma retaliações, multas, apreensões, penhoras de bens, (entre outras punições). Ainda como alerta, informamos que estamos manipulando a lei por debaixo dos panos, determinando o calote aos precatórios. Sendo assim, de nada adiantará nos processarem, não pagaremos, e se pagarmos alguma coisa, será mediante negociação, onde arranjaremos um jeito de quitar uns 10%  ou menos do acordo, se não quiserem ficar na fila eterna de espera para receber a indenização que algum juiz menos avisado lhes concedera como ganho de causa.

Antonio Mello em 29-01-2012.

Corações iludidos pela santidade dos lobos.


Desde adolescente, lá nas terras quentes da Bahia, interior coberto de poeira e de plantas que disputavam com os seres humanos pela sobrevivência e por uma gota d'água a mais, eu assistia a crescente onda das igrejas evangélicas...
Muitos amigos que se convertiam a essas religiões dos novos tempos, igrejas de todos os tipos e sabores, que se encaixavam como uma luva às necessidades de permissões divinas para que cada um não abrisse mão de importantes pilares da sua vida, e dessa forma, pudesse usar seu vestido curtinho, suas jóias, seus carros, a maquiagem, a farra de fim de semana nos clubes ou ainda, um gole da sua bebida preferida...tudo abençoado e permitido pela divindade repartida por igrejas de nomes até então engraçados..
Assistia a amigos próximos se converterem, e afastarem-se de nós como se fossemos portadores de uma doença equivalente a uma peste ou uma gripe ultramodernamente suína, reivindicando uma nova vida que lhes imputava um novo comportamento, a ação separatista entre o cordeiro e o lobo.
O tempo não para...e a poeira que um dia varria aquelas nossas ruas de outrora, nos trouxe até hoje.
Todos aqueles adereços das igrejas, seus dogmas, sua posição de antagonismo ao catalocismo, ao candoblé, ao budismo,ao espiritismo e etc. Donas da verdade se sentiam e assim conquistaram milhões de fiéis que depositavam além de suas esperanças de uma vida justa na promessa do Senhor, quantias em dinheiro gordas e gentis que se transformaria nesse império de hoje que são as igrejas protestantes no Brasil e no mundo.
Hoje, quem se situou à margem da história e viu esse filme passar, sabe da ilusão cinematográfica e de como pastores e igrejas dos últimos dias arrastam multidões para o precipício, para o fundo do poço financeiro arrancando-lhes moeda corrente e preciosa em espécie ou com maquininhas de cartão de débito e crédito circulando entre as fileiras das outroras santas igrejas, para o fundo do poço social por torná-los um mundo à parte, negando o sangue salvador ao próprio sangue, fundo do poço ideológico distorcendo a interpretação da já distorcida escritura sagrada.
Mundo de zumbis teleguiados por ilusionismo de desobsessões, de falsas profecias, de ataque desvairado ao mundo cão e seu idolatrismo, esquecem dos valores mais básicos da conduta humana e onde não é preciso que nenhuma religião nos lembre a simples vontade divina :
“amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12).

Antonio Mello - 29-01-2012.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A humanidade e suas crias....

Chove torrencialmente ...ininterruptamente....chuva fina, fria, dias escuros e nebulosos...como têm se transformados os dias primeiros do primeiro mês do ano.
Nebulosos acontecimentos..prédios caindo, pontes ruindo..casas desabando, pessoas morrendo.
De outro lado...desaba a inteligência, a moral e os bons costumes.
Quantas vidas desperdiçadas em acidentes, em desastres. Pode-se procurar um culpado, mas...quem são os culpados ?
Eu diria que partilhamos a culpa todos nós, mas, decerto essa culpa não pesa nas consciências das pessoas envolvidas diretamente.
Lamentável perceber o quanto a vida se tornou fútil, fula, tola. Uma imensa névoa formou-se no entendimento humano, e todos agimos como anestesiados, inconsequentes, como entorpecidos que não percebem o peso, a realidade das coisas, e vivem imersos em paranóias que tomam para si como fatos reais.
Às vezes, acidentes são fatalidades, às vezes são provocados por imcompetência, por negligência. Mas, fato é, que tudo vira sensacionalismo no mundo globalizado. Procuram-se ombros para estigmatizar, procuram-se perfis para destruir.
Entretemo-nos com bombardeios noticiosos todos os dias, que muitos de nós já não distingue a graduação exata que devemos dar aos acontecimentos.
Como administrar uma chuva torrencial de tragédias humanas, de caos no mundo, uma avalanche de desatinos?
Viajando a um tempo não muito longe, era compreensível o mundo. Cabia dentro da nossa mente, da nossa avaliação. Em contrapartida, hoje não temos esse controle interno e os detalhes fogem à nossa mente, nos tornando insensíveis e distantes aos sofrimentos das pessoas; como podemos?
Na ânsia de encontrar culpados e  nos desvencilhar do peso podemos condenar as autoridades....mas quem as permite exercer o poder?
Ou podemos criticar a falha na educação...mas..quem participa na educação e na formação dos filhos...?
Quem permite a banalidade invadir nossos lares, nossas almas?
De quem é a culpa pela disseminação das perversidades ? quem estimula o egoísmo ?
Ainda nessa linha...quem fecha-se em conchas e não partilha o conhecimento ?
Veremos um bumerangue de responsabilidades vindo na nossa própria direção, trazendo consigo perguntas sem respostas...

Esperemos o amanhã...que não venha com outra notícia fúnebre, que não morra mais um pouquinho de nós mesmo sem nem percebermos.
Comecemos a mudar nossos conceitos, e vamos tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Comecemos por nós mesmos, avaliando os acontecimentos com justiça, sem roubar nos pesos da balança, e arcar com nossas responsabilidades numa sociedade que clama por ajuda.
Sejamos simplórios, como numa conta de somar. Não existem dificuldades em avaliar a maneira correta de agir e de pensar. Ela vem dentro de nós, mas depende também dos nossos valores.
Sendo assim, voltemos a semear os valores bons, corretos, os ideais de justiça e bondade, os bons costumes estariam de volta, e as pessoas seriam moralmente imaculadas.
Se semeamos, temos de colher. Então, vamos semear a bondade, a honestidade, a simplicidade, a modéstia, a benevolência...e tesouros assim seriam multiplicados no mundo, no coração das pessoas, dos novos e dos velhos, dos grandes e pequenos.
Voltaríamos ao começo, de onde é possível ainda  se escrever uma bela história sem que as fatalidades nos corroesse, simplesmente por estarmos fortes e engajados num projeto maior...o de fazer felizes todas as pessoas ao nosso redor.

Antonio Mello em 28-01-2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012



A reintegração de posse do Pinheirinho...

Claro como a luz do sol, é o fato da justiça dos homens ser falha.
Infelizmente, o erro está de todos os lados. A população que mora hoje em um terreno que não lhes pertence, está sendo desalojada à força pela polícia, que acata ordens da justiça dos homens.
Os capítulos diários dessa luta, apenas acrescentam cada vez mais notícias absurdas de violação dos direitos humanos.
Não aqueles direitos humanos alardeados por ONG's e CIA's...que escancaram a hiprocrisia da sociedade em causa própria, interferindo em assuntos nos quais nem eles mesmos acreditam, mas sim os direitos legítimos de sermos protegidos, justiçados apenas pelo fato de estarmos e de sermos corretos.
Aliás...o ser humano nos dias de hoje, é craque nesse tipo de delito.....invadir o direito alheio.
Ora...o povo que fez suas moradias em local que não lhes pertencia, não pode exigir direitos sobre o que nunca lhes pertenceu. Todos os cidadãos ditos comuns, passam metades das suas vidas trabalhando duro para conseguir comprar um terreno, construir uma casa e morar na tão sonhada casa própria. Própria do seu suor, e não arrebatada na calada da noite, em invasões, ocupações ilegais, nem mesmo apoiados pela lei de uso capião, como ocorre em todo o território nacional, sob a alegação de pobreza extrema, de desigualdade social, apenas cometem um deslize..apossar-se do que não é seu.
Muistos exemplos de pessoas menos favorecidas economicamente, emergem como casos de notórios vencedores, pois lutaram com seus próprios esforços para galgar uma posição melhor na sociedade.
Independentemente se há  terrenos abandonados, improdutíveis ou não, latifúndios...não ouso afirmar lisura na invasão destes locais, usando como justificativa, a condição de extrema pobreza dos seus invasores, que muitas vezes significa uma cortina de fumaça, uma falta de honestidade das pessoas, como acontece com muitos que moram em favelas, em barracos construídos em áreas invadidas, somente para tirar proveito próprio, fugir do pagamento de impostos e taxas de serviços públicos como água e esgoto, e viver uma vida tirando vantagem de tudo, tal qual a lei de "Gerson" pregava.
É lamentável também, a posição dos orgãos do governo em relação ao caso, em relação a todos os casos de invasão, não só de áreas que se dizem abandonadas, pois, quando os proprietários o descobrem, movem uma causa na justiça, rápida e eficiente do nosso país. Quando a causa é ganha, lá se vão anos de corrida ao ouro, diga-se de construção desenfreada de imóveis na terra que não lhes pertence.
Queria observar a reação das pessoas que desaprovam a desocupação de qualquer área invadida, Pinheirinho ou não, se caso tal área  fosse de sua propriedade, e estivesse travando um luta para reaver sua terra.  Se doesse no próprio bolso, ou mesmo na própria pele, se tivesse que derramar sangue para reaver o que é seu, eu queria saber até onde iria a solidariedade das pessoas, que movem forças até no mundo virtual, para alanvacar protestos que, no fundo, no fundo, são de uma hiprocrisia imensa, e satisfaz apenas o próprio ego no feito de um desrespeito, subversão ao sistema, ou para desafogar o instinto violento do animal irracional que lentamente desperta na sociedade.
Ora, convenhamos, seria muito mais honesto mover forças para criticar o governo nas suas políticas de moradias populares, que consomem recursos da união e não amenizam nem ao menos com uma gota, o oceano de sede por casas próprias, baratas...ou mesmo de graça...
Com uma população consumida por impostos dignos da antiga Roma...os nossos governantes se divertem, se esbaldam, se lambuzam utilizando-se do dinheiro arrancado sorrateiramente, em forma de impostos vis, muitos deles em duplicidade, taxando até o nosso respirar.
Isso sim, mereceria visibilidade nacional. Isso sim seria motivo correto para se erguerem bandeiras de protesto por toda a nação, para a mobilização de toda a imprensa que se diz imparcial, Isso sim, seria um motivo digno para justificar a consternação do povo brasileiro e a sua revolta imediata.
Gostaria, que as pessoas refletissem sob a real justiça, aquela pregada nas igrejas, aquela que reside na nossa consciência íntima, aquela ensinada por nossos Pais...e que nos aconselharia....a não ocupar uma terra que não nos pertence...que nos aconselharia a não gastar nossos parcos recursos construindo imóveis em locais que não são nossos. A justiça real, a correta, nos diria para não aceitar um grupo de pessoas (políticos) representantes escolhidos pela maioria da população, golpeando e minando a riqueza nacional, e arrancando as poucas e suadas moedas dos incautos brasileiros, representando a escória, e dizendo-se representar o povo.
Ora..ora, é tão mais fácil assumir como certo o que está errado, quando nos condiz. Duro é entender, que cometemos um erro, e por ele pagamos. Como todos nós exigimos que paguem aqueles que afrontam a justiça dos homens, é fato que devemos também pagar a mesma moeda quando fomos nós que a afrontamos.
Então não é diferente, aquele que fere para roubar, daquele que invade para tomar. Ambos desrespeitam a lei de açao e reação, a lei divina. Não faça aos outros o que não quer prá si mesmo.
No fim, saem perdendo, sem perceber...mas..às vezes.. a perda é bem real e visível.

Antonio Mello  em 25-01-201.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Novo mundo velho.

Aqui estou eu, disposto a lançar sobre a humanidade, uma tênue cortina de luz, de modo a não deixar as pessoas perplexas e assustadas, diante das revelações, das reclamações e das críticas e sugestões que tenho a intenção de fazer.
São também formas de procurar ajudar, de colaborar e de também, revelar as injustiças sociais que se multiplicam além do horizonte.
Vejo o mundo, as pessoas, desnorteadas, cegas sem direção. O mundo já não é o mesmo desde o seu início...talvez haja uma forma de compartilhar uma visão imparcial, ou pelo menos o mais imparcial possível.
É como mensurar uma grandeza. O simples fato de mensurar, interfere e reflete-se no resultado apurado.
Um olhar além do horizonte, além das nações, políticas e religiões, além da fraqueza dos homens.

Antonio Mello em 22-01-2012.