A reintegração de posse do Pinheirinho...
Claro como a luz do sol, é o fato da justiça dos homens ser falha.
Infelizmente, o erro está de todos os lados. A população que mora hoje em um terreno que não lhes pertence, está sendo desalojada à força pela polícia, que acata ordens da justiça dos homens.
Os capítulos diários dessa luta, apenas acrescentam cada vez mais notícias absurdas de violação dos direitos humanos.
Não aqueles direitos humanos alardeados por ONG's e CIA's...que escancaram a hiprocrisia da sociedade em causa própria, interferindo em assuntos nos quais nem eles mesmos acreditam, mas sim os direitos legítimos de sermos protegidos, justiçados apenas pelo fato de estarmos e de sermos corretos.
Aliás...o ser humano nos dias de hoje, é craque nesse tipo de delito.....invadir o direito alheio.
Ora...o povo que fez suas moradias em local que não lhes pertencia, não pode exigir direitos sobre o que nunca lhes pertenceu. Todos os cidadãos ditos comuns, passam metades das suas vidas trabalhando duro para conseguir comprar um terreno, construir uma casa e morar na tão sonhada casa própria. Própria do seu suor, e não arrebatada na calada da noite, em invasões, ocupações ilegais, nem mesmo apoiados pela lei de uso capião, como ocorre em todo o território nacional, sob a alegação de pobreza extrema, de desigualdade social, apenas cometem um deslize..apossar-se do que não é seu.
Muistos exemplos de pessoas menos favorecidas economicamente, emergem como casos de notórios vencedores, pois lutaram com seus próprios esforços para galgar uma posição melhor na sociedade.
Independentemente se há terrenos abandonados, improdutíveis ou não, latifúndios...não ouso afirmar lisura na invasão destes locais, usando como justificativa, a condição de extrema pobreza dos seus invasores, que muitas vezes significa uma cortina de fumaça, uma falta de honestidade das pessoas, como acontece com muitos que moram em favelas, em barracos construídos em áreas invadidas, somente para tirar proveito próprio, fugir do pagamento de impostos e taxas de serviços públicos como água e esgoto, e viver uma vida tirando vantagem de tudo, tal qual a lei de "Gerson" pregava.
É lamentável também, a posição dos orgãos do governo em relação ao caso, em relação a todos os casos de invasão, não só de áreas que se dizem abandonadas, pois, quando os proprietários o descobrem, movem uma causa na justiça, rápida e eficiente do nosso país. Quando a causa é ganha, lá se vão anos de corrida ao ouro, diga-se de construção desenfreada de imóveis na terra que não lhes pertence.
Queria observar a reação das pessoas que desaprovam a desocupação de qualquer área invadida, Pinheirinho ou não, se caso tal área fosse de sua propriedade, e estivesse travando um luta para reaver sua terra. Se doesse no próprio bolso, ou mesmo na própria pele, se tivesse que derramar sangue para reaver o que é seu, eu queria saber até onde iria a solidariedade das pessoas, que movem forças até no mundo virtual, para alanvacar protestos que, no fundo, no fundo, são de uma hiprocrisia imensa, e satisfaz apenas o próprio ego no feito de um desrespeito, subversão ao sistema, ou para desafogar o instinto violento do animal irracional que lentamente desperta na sociedade.
Ora, convenhamos, seria muito mais honesto mover forças para criticar o governo nas suas políticas de moradias populares, que consomem recursos da união e não amenizam nem ao menos com uma gota, o oceano de sede por casas próprias, baratas...ou mesmo de graça...
Com uma população consumida por impostos dignos da antiga Roma...os nossos governantes se divertem, se esbaldam, se lambuzam utilizando-se do dinheiro arrancado sorrateiramente, em forma de impostos vis, muitos deles em duplicidade, taxando até o nosso respirar.
Isso sim, mereceria visibilidade nacional. Isso sim seria motivo correto para se erguerem bandeiras de protesto por toda a nação, para a mobilização de toda a imprensa que se diz imparcial, Isso sim, seria um motivo digno para justificar a consternação do povo brasileiro e a sua revolta imediata.
Gostaria, que as pessoas refletissem sob a real justiça, aquela pregada nas igrejas, aquela que reside na nossa consciência íntima, aquela ensinada por nossos Pais...e que nos aconselharia....a não ocupar uma terra que não nos pertence...que nos aconselharia a não gastar nossos parcos recursos construindo imóveis em locais que não são nossos. A justiça real, a correta, nos diria para não aceitar um grupo de pessoas (políticos) representantes escolhidos pela maioria da população, golpeando e minando a riqueza nacional, e arrancando as poucas e suadas moedas dos incautos brasileiros, representando a escória, e dizendo-se representar o povo.
Ora..ora, é tão mais fácil assumir como certo o que está errado, quando nos condiz. Duro é entender, que cometemos um erro, e por ele pagamos. Como todos nós exigimos que paguem aqueles que afrontam a justiça dos homens, é fato que devemos também pagar a mesma moeda quando fomos nós que a afrontamos.
Então não é diferente, aquele que fere para roubar, daquele que invade para tomar. Ambos desrespeitam a lei de açao e reação, a lei divina. Não faça aos outros o que não quer prá si mesmo.
No fim, saem perdendo, sem perceber...mas..às vezes.. a perda é bem real e visível.
Antonio Mello em 25-01-201.